Hoje,
dia 12 de Abril de 2015, está programado mais uma manifestação por várias
cidades brasileiras contra a corrupção e exigindo o impeachment da presidente
Dilma Rousseff. Assim como aconteceu no dia 15 de Março (veja aqui), pessoas das mais
variadas partes do Brasil sairão às ruas para protestar por melhores condições
de vida, contra as medidas tomadas pelo governo do PT, contra o aumento dos impostos,
entre outras exigências. É sabido de todos o descontentamento generalizado da
população brasileira com o andamento do mandato presidencial de Dilma,
sobretudo com os escândalos que povoam o noticiário e os mais variados lugares
que se possa imaginar, desde a rodinha de dominó frequentado pelos aposentados
até as Universidades.
Esse
sentimento de limpeza ética que paira sobre a sociedade brasileira é
relativamente uma novidade no Brasil, uma vez que as pessoas, até pouco tempo
atrás, não tinham o hábito de sair às ruas e exigir dos seus representantes
aquilo que lhes foi prometido e que o andamento de seus serviços e obrigações
políticas sejam pautados pela ética e pela responsabilidade para com a coisa
pública.
Quando
pensávamos que o escândalo do mensalão pudesse ser um divisor de águas no que
diz respeito à corrupção e que o Brasil tinha aprendido com tamanho escândalo
político, eis que a Operação Lava Jato veio para nos mostrar que viver em um
país sem corrupção e sem corruptos é praticamente uma utopia.
Cada
jornal que você assiste, independente da emissora, tem um capítulo a parte
sobre esse novo escândalo político, já repararam? O que muda é o tempo que se
dá enfoque à notícia, mas os relatos são os mesmos. Mandados de busca e
apreensão, ordens de prisão expedida pela Justiça para que a Polícia Federal
possa cumpri-los, investigações intermináveis, depoimentos de presos e pessoas
envolvidas direta e/ou indiretamente, opiniões de comentaristas e tantas outras
coisas mais que fazem parte desse que já é, sem dúvida, o maior escândalo de corrupção
“nunca antes visto na história desse país”, parafraseando certo ex-sindicalista
que chegou ao poder.
Porém
o detalhe que deve ser levado em conta é: evidente que o desejo de mudança no
país é legítimo, uma vez que vivemos em um Estado Democrático de Direito (pelo
menos em teoria). A democracia permite a manifestação da sociedade, como consta
no Parágrafo Único do Artigo 1° da Constituição Federal: “Todo o pode emana do
povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos
termos desta Constituição.” Mas até que ponto temos legitimidade para cobrar o
fim da corrupção?
Será
que a nossa conduta diária nos garante alguma autoridade para poder protestar
de maneira veemente contra os políticos fichas-sujas do Brasil? Para poder
responder a essas questões, é preciso compreender o significado da palavra corrupção.
Segundo o dicionário:
s.f. Ação ou efeito de corromper.
Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de outra pessoa; suborno.
Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio.
Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro.
Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas.
Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão.
(Etm. do latim: corruptio.onis
Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de outra pessoa; suborno.
Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio.
Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro.
Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas.
Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão.
(Etm. do latim: corruptio.onis
Quero dar ênfase à última definição em destaque. Quando furamos
a fila do banco, quando furamos o sinal vermelho em plena hora do rush, quando
fazemos uso de alguma influência de alguém para poder agilizar a confecção de um
documento, quando encostamos o carro para podermos atravessar o pedágio e não
pagar o valor correspondente, quando se vê alguém perdendo algum valor monetário
e toma para si, quando se oferece um dinheiro para um servidor público não
aplicar uma multa por conta de uma irregularidade, quando se faz o chamado “gato”
para adquirir de maneira ilícita a energia elétrica da qual não se teve
condição de efetuar o pagamento, quando se entra pelo lado contrário do ônibus,
no intuito de não pagar a passagem da qual julga ser “o olho do cara”... quando
se faz uso do internacionalmente “jeitinho brasileiro”, para sermos mais
claros... qual a diferença que pode haver entre os representantes escolhidos
pela população para representar os seus interesses e nós, sociedade civil!?
Isso nos leva a uma conclusão: a corrupção não é sistêmica, institucional e/ou
partidária, como alguns setores da mídia aberta de direita querem afirmar de
maneira categórica. A corrupção é, acima de tudo, uma questão moral. O ser
humano é corrupto por essência.
Isso não isenta a responsabilidade de quem assumiu um
cargo eletivo ou é servidor público de ser ético e cumprir suas
responsabilidades de maneira que faça jus ao seu cargo e seu respectivo
vencimento, pago com a arrecadação tributária da sociedade, arrecadação essa
que só aumenta a cada dia e não dá o retorno oferecido e desejado para a
melhoria da qualidade de vida da população, em todos os segmentos. Mas, em um
país onde reza a lenda que seus “descobridores”, vindos de um lugar distante,
ao encontrarem os silvícolas mantiveram, segundo relatos da carta de Pero Vaz
de Caminha, um “convívio harmonioso”, não se pode esperar decência e honradez
de quem está com o domínio do poder.
E o Brasil, verdadeiramente, é o país dos
contrastes. Para emanar um sentimento de nacionalismo, grande parte das pessoas
vão às ruas vestidas com o uniforme oficial da CBF, Confederação Brasileira de
Futebol, entidade com inúmeros casos de corrupção de domínio público e que,
mesmo com várias investigações, nunca trouxe um efetivo resultado, pelo
contrário.
Vejamos o desenrolar dos acontecimentos que se
sucederão. Muito será falado e apresentado sob várias perspectivas e pontos de
vista. Os noticiários ainda irão falar demasiadamente sobre a Operação Lava
Jato e o que mais se suceder no que diz respeito a esse assunto que,
infelizmente, faz parte do cotidiano do brasileiro, direta ou indiretamente.
Qual a solução pra isso?!
Raul Seixas disse em “Aluga-Se” que:
“A solução pro
nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...”
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...”
Renato
Russo disse em “Que País É Esse”:
Nas favelas, no
senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
No Mato Grosso, nas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso, mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão...
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
No Mato Grosso, nas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso, mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão...
Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.”
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.”
Quem está certo?! Quem está errado?! Façam suas escolhas. Afinal de
contas, “quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra.” Eu tenho. E
muitos. Melhor deixar pra lá. Isso é assunto para outra postagem!...

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